Estamos na Grécia

9/13/2010 / 12:17 /



Atenas não é cidade para se ver num dia, muito menos num fim de tarde e noite. Muita coisa fica para ver. Mas a nossa vontade de percorrer as estradas gregas é grande e na manhã seguinte à chegada já estamos a rolar para o Norte da Grécia.
Claro que a primeira visita a fazer em Atenas é a Acrópole e o Parthenon.



O teatro grego, onde se têm realizado inesquecíveis eventos, é outro dos must da Acrópole. A Acrópole é ainda um lugar privilegiado para apreciarmos a cidade ao pôr-do-sol.



Já noite, um passeio pela antiga Agora e um jantar no Ouzon Melhatron, um excelente restaurante localizado no coração de Atenas, terminou o primeiro dia num curto mas excitante périplo pelo que Atenas tem de melhor. Dormimos num hotel boutique em Psiri, outro bairro histórico mesmo colado a Plaka, e não poderíamos ter melhor aperitivo para uma viagem que se antevê inesquecível.
Regressaremos a Atenas, no fim da viagem, a tempo de visitarmos mais uma ou duas das muitas pérolas da nossa civilização.



De Atenas a Ioannina
O nosso destino de hoje é o Parque Nacional de Vikos-Aoos. É uma viagem para desfrutar, não apenas para percorrer. A estrada de Atenas a Patras é muito movimentada e com o Golfo de Coríntios sempre a acompanhar-nos não há razão para nos aborrecermos. Mas passada Patras deixamos a estrada principal, encostamos o que podemos ao Mar Iónico e aí sim temos os primeiros quilómetros de puro prazer!



Percurso pelo parque de Vikos-Aoos
A nossa viagem à Grécia e Turquia vai ter muitos pontos muito altos, mas a voz corrente da comitiva é que dificilmente algum lugar vai superar a garganta de Vikos e a aldeia de Mikro Papingo. Veremos, é um palpite arriscado.
Para começarmos bem, eis a vista de Ioannina para as montanhas a norte onde está delimitado o Parque Nacional



O Jaime Ferreira descreveu com mestria o que foi o nosso dia no Parque:
Hoje saímos bem cedo e o dia estava ameno apesar de ontem termos visto que poderia chover. Ioannina é uma cidade cheia de movimento e com muito trânsito embora tenha sido relativamente fácil sair dela.
Esperava-nos a Vikos Gorges, a maior garganta do mundo, reconhecida pelo Guiness, com um declive de cerca de 900 metros e com um vale verdadeiramente espectacular, onde impera o silêncio e a natureza mostra a sua grandiosidade. Espantoso. Chegámos após uma pequena caminhada e ficámos deslumbrados com uma pequena varanda de pedra que se precipita sobre todo o vale. De facto existem sítios no mundo inesquecíveis. Este é um deles.




E foi registado pelo Jaime Marques com muito talento na arte de desenhar e pintar




E o Jaime continua: As estradas do Parque Natural de Vikos-Aoos estão muito bem conservadas embora aqui ou ali nos deparemos com algumas pedras que caem e ficam esquecidas, algumas vacas que teimam em persistir na estrada e onde aproveitam para fazer dela uma casa de banho original. Alguns surpresos encontros com estes pacatos animais mas sem grande histórias para contar.
De seguida parámos para almoçar num pequeno restaurante, mas muito simpático, onde nos serviram comida tipicamente grega e onde aproveitámos para trocar impressões sobre a viagem e recordar alguns momentos desta manhã que nos tocou a todos. Confirmámos uma vez mais a hospitalidade deste povo que nos acolhe muito bem, e nos trata ainda melhor depois de saberem que somos Portugueses.



Ainda nos tinha ficado na memória a imagem do vale de Vikos Gorges e como se de um bichinho se tratasse, não pudemos deixar de perder a oportunidade de irmos a uma outra varanda que se situa na lateral do referido vale. Aqui pudemos uma vez mais constatar que a altura é imponente e ali ficámos mais um tempo a contemplar as vistas maravilhosas onde a pedra e o verde se mistura nas paredes e nos bosques quase inexplorados que se situam na base do Vikos. Estávamos a 1470 metros de altitude!




O dia não teria acabado tão bem se não fizéssemos mais uns quilómetros por pequenos vales de cedros e de onde as curvas se multiplicam e contornam as encostas por entre planícies amarelas e queimadas pelo sol, para chegarmos a Mikro Papingo.
Mikro Papingo é a última aldeia antes do cume mais alto que situa a 2200 metros de altitude. Uma aldeia parada, misteriosamente bela, com muito pouco movimento e de onde se avistam a quilómetros de distância as primeiras montanhas da Albânia. Aí disfrutámos de um final de dia onde os céus laranjas e as nuvens pareciam dançar.



A igreja secular possui um curioso cemitério com apenas duas campas. Um pormenor que nos chamou a atenção a todos. Regressámos a Ioannina já com os últimos raios de sol onde jantámos num restaurante histórico e muito original.




Vamos seguir para Meteora.

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2 comentarios:

Comment by Evandro Dalben on 13 de setembro de 2010 às 17:56

Fantastico !

Comment by George F on 13 de setembro de 2010 às 20:20

Wow, nice, maybe Yamaha should deliver my new Super Tenere to Europe so I can tour for a while and then ship back to the US ;-)

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