Dois dias debaixo de água

11/20/2010 / 20:27 / comentarios (2)



Poucas palavras conseguem descrever os últimos 2 dias...



De um dia de descanso numa praia perfeita das Caraíbas...



a mergulhos na reserva da biosfera Chinchorro...



com um atol de coral inteiro só para nós...



podemos dizer que foram uns dias agradáveis.



Mas para concluir esta viagem da melhor maneira nada como uma bela tempestade tropical.



Abrigados em singelas cabanas de junco com o mar como quintal.





Depois para a despedida das motos, uma pista de 100 quilómetros transformada em rio...



que provocou alguns estragos...



prontamente resolvidos sem grande problema.





Uma pista que vai ficar na memória de todos, tanto pela paisagem,



como pela experiência de viajar de moto debaixo de uma tormenta tropical.



Amanhã terminamos a rota e descansamos em Playa Carmen...

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As cores do Belize

11/18/2010 / 13:38 / comentarios (1)



Tikal vai ficar na memória, o enquadramento destas ruínas é absolutamente incrível. A cereja no cimo do bolo é mesmo o nosso alojamento onde o serviço de despertar fica entregue aos barulhentos macacos uivadores.



a sua integração na selva é total, algumas estruturas estão ainda cobertas de vegetação, musgo e na sombra de gigantes como este,



A entrada no Belize é sempre um processo demorado mas assim que entramos o colorido do país depressa nos faz esquecer da antipatia dos guardas da fronteira.



Ficamos num pequeno hotel em Hopkins, o coração da cultura garifuna e um pequeno paraíso na costa do mar das Caraíbas.



Na manhã seguinte desfrutámos da praia e das aguas mornas deste mar.



Mas há mais do que praias neste pequeno país e depois de mais um colorido pequeno almoço voltamos à estrada para percorrer uma das mais bonitas pistas da viagem atravessando dois parque naturais.



Pelo caminho absorvemos a good vibe que emana de tudo neste país, das florestas, do som, das cores vibrantes da sua costa...



Agora estamos de volta ao México, chegámos a Mahahual e vamos desfrutar do segundo dia de descanso da viagem aqui nestas aguas.



Daqui para a frente o mar das Caraíbas vai nos fazer companhia em todo o percurso e nós vamos aproveitar todos os quilómetros que restam.

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Uma visita ao Inframundo

11/16/2010 / 15:09 / comentarios (4)

Podemos definir a nossa passagem pela Guatemala assim. Dois furos, uma pista dura e um calor terrível.



Nada que não se resolva com mergulhos aqui e ali em aguas quentes e límpidas.



Começamos com uma caminhada ao nascer do sol pela selva que envolve a nossa cabana no Campamento Indigena.



A meio da caminhada um rio transparente obriga ao primeiro mergulho do dia.



A pouco quilómetros embarcamos numa canoa para um dos pontos altos da viagem...



30kms de navegação rio abaixo na direcção de Bethel na Guatemala.



Na selva envolvente macacos uivadores acompanham toda a viagem.



A Guatemala recebe-nos com uma pista dura que nos leva ao Lago Petén, o berço de toda a civilização Maya.



A dureza da pista provoca dois furos que resolvemos sem grandes problemas.



Terminamos o dia no Jungle Lodge bem na entrada de Tikal, a mais impressionante zona arqueológica desta viagem.



Novo dia e nova caminhada, desta vez para assistir ao nascer do sol do topo de uma das pirâmides.



A selva desperta, continuamos na companhia de macacos uivadores, macacos aranha, papagaios e tucanos, muitos tucanos. Antes de partir novo mergulho.



De volta à estrada vamos agora a caminho do Belize, pelo caminho temos mais alguns mergulhos para dar e o mar das Caraíbas à nossa espera.

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O Éden Lacandone

11/15/2010 / 02:53 / comentarios (1)



Se há lugar onde a perfeição entre o homem e a natureza é pura, então é aqui.
Passámos os últimos 3 dias a cruzar toda a selva lacandone, das altas montanhas dos Chiapas ao parque natural de los montes azules na fronteira com a Guatemala.



Descansámos durante um dia em San Cristobal de Las Casa, a capital Zapatista, uma cidade com uma vibração incrível reunindo indígenas de variadas etnias, campesinos das montanhas e viajantes de todos os cantos do mundo.



O dia de descanso não foi assim tão descansado, todos optaram pela visita ao Canon del Sumidero, um canyon com paredões com mais de 1000 metros de altura que estrangulam um rio repleto de vida selvagem.



Voltámos à estrada para um dia relaxado. Apenas 200 quilómetros até Palenque atravessando as montanhas forradas de floresta.



Almoçamos nas cascatas Agua Azul, uma sequência de rápidos e cascatas de agua turquesa envolvida em selva pura.



Depois foi altura de nos refrescarmos na cascata Misol-Ha, uma queda de água simplesmente perfeita.



Chegamos a Palenque ao por do sol, um local famoso entre comunidades hippies e viajantes de todas as origens que povoam a selva ao redor das famosas ruinas. Depois de jantar tivemos direito a um espectáculo de dança e fogo ao som de tambores e flautas inebriantes.



Adormecemos ao som dos nosso vizinhos macacos uivadores que habitam na floresta bem atrás das cabanas onde estamos alojados.



As ruínas de Palenque são das mais importantes do mundo Maya. Embrenhadas no interior da selva.



Ontem avançamos ainda mais para dentro da selva Lacandone, cruzámos a reserva da Biosfera dos Montes Azules na direcção das ultimas aldeias puras Lacandones, a unica etnia nativa que nunca foi conquistada pelos colonizadores espanhóis.



Na pequena aldeia de Nahá, a mais preservada comunidade indígena com menos de 400 indivíduos, conhecemos o seu líder espiritual e ficámos a saber que o seu verdadeiro nome é hach winik "homens verdadeiros" e que são descendentes directos da antiga civilização maya, mantendo até hoje muitas das suas divindades e cerimonias.



Chegámos cansados mas muito satisfeitos ao Campamento Rio Lacanja, um Eco-lodge criado e gerido por Lacandones. Amanhã vamos ter outro dia duro, vamos para a Guatemala.

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