The caribbean way

3/08/2010 / 17:13 / comentarios (1)



Definitivamente acertamos na escolha do sentido da rota, os ultimos dias sao dedicados totalmente âs delicias do mar das Caraibas.



Algumas das mais belas e secretas praias deste mar turquesa foram apreciadas durante a nossa travessia do Belize de Sul para Norte.



O Belize mostrou ser um excelente destino para todo o terreno, varias das vias principais nao estao ainda asfaltadas.



É possivel atalhar entre cidades por pistas muito interessantes, algumas delas atrav essando zonas de mata preservada e vários rios.



Gostámos!!



No regresso ao México descobrimos Mahahual, outro spot preservado que junta infraestrutura minima com praia deserta, simplesmente perfeito.



As noites tem sido passadas ou em belas cabanas nos coqueirais de frente para a praia, ou simplesmente ao relento numa hamaca em plena praia.



Os pequenos almoços sao simples mas coloridos, alem disso sao servidos por este simpático povo que teima em sorrir a toda a hora.



Ontem, depois de uma pista magnifica entre Punta Allen e Tulum e a visita à ultima zona arqueologica da Rota, chegámos finalmente ao final da viagem.



Foram duas semanas intensas, duas semanas inesqueciveis numa rota repleta de experiencias extraordinariamente diversas. Todos nós vamos regressar diferentes, o Joao Guacamole Rodrigues, o Rui Romerito e o Fernando Taquito Mendoza sao agora profundos conhecedores da melhor cozinha Mexicana,



Miguel El Nacho Casimiro deu show com os seus passos de dança e nao consigo imaginar como Joe "piña" Rolha vai conseguir sobreviver na Alemanha sem a sua dieta de camarao com sumo de ananás.

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Rastaman Vibration

3/03/2010 / 16:09 / comentarios (0)



Tikal e enorme, sao mais de 17 quilometros quadrados de templos, piramides, acropolis e ruinas bem no coracao do parque natural com o mesmo nome. A floresta que a envolve é das mais ricas que ja vimos, macacos, aranhas, guachimis, tapis, esquilos, tucanos e um numero incrivel de outras aves enchem o local com uma banda sonora incrivel.



Como dormimos bem na entrada da zona arqueologica acordamos bem cedo e fomos dos primeiros a entrar. Seis e trinta da manha e viamos o nascer do sol a bater bem no pico da maior piramide, o Templo do Jaguar.



Subimos a todos os templos que poderiamos subir, calcorreamos calmamente as rotas mais interessantes e pelas 11 da manha estavamos de volta ao hotel para um mergulho refrescante na piscina antes de regressar a estrada. Pelo caminho pudemos apreciar o Lago Peten com mais calma. Foi aqui neste lago que se acomodou o primeiro grupo de viajantes do oriente que a 7000 anos deram origem a civilizaçao Maya.



A estrada é boa e seguimos para sul com bastante rapidez, aqui na Guatemala nao há topos (lombas gigantes redutoras de velocidade) e por isso conseguimos manter uma velocidade de cruzeiro simpática. Chegamos a Rio Dulce, um enclave entre Belize e Honduras que guarda uma comunidade preservada da cultura Garifuna.



Descendentes directos dos escravos negros trazidos pelos ingleses para as plantaçoes de cana do açucar na America Central, esta cultura espalha-se por esta costa em povoados completamente exoticos para estas paragens. É como se muda-se-mos de continente de um momento para o outro.
Livingstone é um destes locais, acessivel apenas por lancha fica numa peninsula repleta de mangues, na foz do Rio Dulce.



Reunimos no hostel backpackers durante um delicioso jantar com vista para o rio, tal como temiamos ir as Honduras é apertado, dá, mas é uma correria. Estamos a escassos 60 quilometros da fronteira mas ir e vir as ruinas de Copan vao consumir pelo menos dia e meio e isso quer dizer que vamos ter de subir a correr os 1000 quilometros de costa caribenha que nos faltam percorrer até voltar a Cancun.



Unanimemente decidimos seguir directo para o Belize e deixa as Honduras para uma proxima viagem. Decidi-lo foi bem mais facil do que faze-lo.
Daqui a saida mais directa para o Belize é de lancha, atravessando durante uma hora o Parque Natural del Barranco del Río Dulce até Livingstone e depois subir a costa caribenha mais uma hora até Punta Gorda, a cidade mais a Sul do Belize.



E assim a MotoXplorers organizou o primeiro Moto Cruzeiro no Mar das Caraíbas



Apreciamos a viagem como verdadeiros turistas, rio Dulce é apertado por um canyon forrado de floresta virgem, é bonito. A corrente é forte mas os capitaes conduzem com pericia apesar do desiquilibrio de pesos.



Almoçamos em Livingstone e conhecemos pela primeira vez os Garifuna, carimbamos os passaportes na emigracion da Guatemala e avançamos para a ultima etapa desta travessia fronteiriça.



Uma hora e meia depois chegamos ao Belize. Uma hora e meia de ondas grandes, de vento forte e de molha total. Chegamos cansados, doridos, queimados do sol e molhados até aos ossos, mas satisfeitos, muito satisfeitos. A primeira impressao quando chegamos a terra é que estamos na Jamaica, há uma vibraçao no ar, um sentido de tranquilidade, do calma, uma Rastaman Vibration...

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Baio Lacandones, Bienvenidos a Guatemala

3/02/2010 / 14:29 / comentarios (1)



Os ultimos dias nao poderiam ter corrido melhores. Despedimo-nos de Palenque por uma pista que serpenteia por montanhas ao redor do parque natural que envolve o nucleo arquelogico. A Selva tropical cobre os cumes e os vales num verde intenso que nos acompanha permanentemente.



Seguimos entao pela carretera fronteriza até a Reserva da Biosfera Montes Azules, terra dos Lacandones. Esta tribo é das mais preservadas, a unica que resistiu a conquista espanhola e que mantem as suas tradiçoes neste pedaço de selva preservada. Escolhemos passar a noite num dos muitos Campamentos Lacandones da regiao, unidades de ecoturismo em aldeias indigenas bem fundo no coraçao da selva.



Em vez dos tipicos tacos e tortilhas o Joao avancou para a cozinha, o Casimiro foi as compras e em meia hora tinhamos feito um belo jantar portugues. A familia indigena que gere as cabanas ficou de tal forma impressionada com os dotes do nosso cozinheiro e com os cheiros que saiam do fogao que juntou-se a num inesquecivel jantar na selva.



No dia seguinte estava bem preenchido, para comecar uma visita a mais uma zona arqueologica, Bonampac e os seus famosos frescos Mayas. A tarefa seguinte previa atravessar a fronteira para a Guatemala, durante o estudo da rota sabiamos que exitiam 2 fronteiras possiveis nesta regiao, ambas implicavam a travessia do rio Ucumacinta. O problema e que nao conseguimos confirmar se exitiam ou nao pontes que permitiriam a travessia das motos.



Esta e uma das razoes porque consideramos tao importante fazer reconhecimentos no terreno, so assim e possivel ter uma percepcao real do como funciona um determinado pais e de qual a rota mais interessante. A escolha recaiu sobe Frontera Corozal depois de constatar que nao existem pontes nos proximos 300 kms de rio que separam os 2 paises.



Frontera Corozal e literalmente um beco sem saida, uma aldeia perdida com vista para as montanhas da Guatemala entricheirada entre o forte Riu Ucumacinta e a estrada fronteirica. Na realidade tem uma saida, o rio, mas apenas atravez de canoas pequenas e frageis. Contratamos 6 na cooperativa nativa e sem medos avancamos rio abaixo durante 30 kms ate Bethel a entrada na Guatemala.



A hora que demorou esta aventura foi aproveitada para observar as margens deste rio azul turquesa rodeadas de selva virgem e repleta de macacos uivadores que dao um ambiente ainda mais exoctico a esta experiencia. Sem duvida a passagem de fronteira mais marcante que ja fizemos.



Em Bethel sem grande esforco desembarcamos as motos das canoas e avancamos em direcao ao lago Peten. Os primeiros 100kms sao de uma pista destruidora, daquelas de pedra grossa e cascalho solto. As suspensoes sofrem, nos tb, os buracos e os camioes dao luta ate a primeira cidade onde finalmente levantamos Quetzales e comemos alguma coisa.



Seguimos entao por estradas estranhamente boas ate Flores, pelo caminho apenas mais 60 kms de pista mas desta vez em muito bom estado. A paisagem mudou, a selva densa da lugar a planicies desflorestadas forradas de milho e outras culturas. Passamos directo por Flores, atestamos e seguimos pelas margens do lago Peten ate Tikal, a joia Maya da Guatemala.



Escolhemos ficar aqui, bem na porta da zona arqueologica para poder aproveitar bem o dia de amanha, vamos sair para uma caminhada as 6 da manha e ver nascer o sol do cimo da piramide mais alta. A esta hora os animais estao no auge da actividade e o ar esta fresco pleno com os odores da floresta. Amanha conto como foi.

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De caminho a Palenque

2/27/2010 / 05:06 / comentarios (1)



Hoje e tal como ja vem sendo habito neste blog, o diario fica por conta de um dos viajantes. Desta vez a tarefa calhou ao Fernando Mendoza de Badajoz, que na sua lingua descreve os ultimos dois dias de viagem:



La mañana sigue como ayer. Frío, agua y niebla subiendo el puerto. Coronamos y la cosa cambia radicalmente. Sol radiante que no viene mal cuando uno quiere que se seque su ropa.



Además el asfalto está seco e invita a disfrutar de las curvas, de las incontables curvas enlazadas y bien peraltadas sobre un piso deslizante que forman la carretera que va de valle en valle, desde los 400 metros de altitud hasta cerca de los 3000.



Sube y baja, baja y sube, izquierda, derecha, derecha e izquierda... una montaña rusa natural que atraviesa la selva de los Lacandones, en el Estado de Chiapas, la que luego fue de Emiliano Zapata, los zapatistas, el EZLN y el Comandante Marcos.



Aquellos indígenas fueron los únicos capaces que resistieron a los invasores españoles años atrás por la espesura de la jungla, solamente capaz de ser atravesada por los ríos, como el Rio Grijalva, afluente del Usumacinta, que lo hizo en forma de cañón, el majestuoso Cañón del Sumidero.



Vimos cocodrilos, monos, garcillas, garzas grises de cuello largo y el carroñero llamado piloto.



Por la noche llegamos a San Cristobal de las Casas, y pernoctamos en la Hacienda Na Bolom.



La hacienda Na Bolom, invita a pasear por su patio y las numerosas estancias llenas de objetos, mapas y fotos que el matrimonio Frans Blom (arqueologo) y Gertrude Duby (fotógrafa) recopilaron durante años de estancia en la zona relativos a los mayas y los lacandones en particular. Dedicamos parte de la mañana a ello.



Con buen tiempo emprendemos la marcha hacia Palenque. De camino hacemos un alto en las Cascadas de Agua Azul y de Misol Ha.



En esta última nos damos un refrescante baño antes de descender hacia la ciudad de Palenque.

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A Selva Zapatista

2/25/2010 / 16:28 / comentarios (2)



Depois de uma overdose de cultura Maya que nos levou pelos mais importantes templos de Yacatan, começamos a rota que nos irá levar ao ponto mais a sul desta viagem, Copan nas Honduras.



Para lá chegar temos ainda muito caminho pela frente e é esse caminho que temos vindo a degustar nos ultimos dias. De Muna seguimos para a costa do Golfo do México que nos recebeu com um belo almoço de peixinho grelhado e quilómetros de praias desertas.



Percorremos tranquilamente cerca de 200kms de costa até encontrar um bom spot para estrear as hamacas na primeira noite de acampamento desta viagem. Uma praia só para nós, acolhidos por uma palopa de junco e visinhos de uma tartaruga madrugadora e um bando de pelicanos descincronizados.



Os viajantes entusiasmaram-se nas poses do por do sol na "nossa" praia



De manha devorámos mais 200kms de costa pulando de ilha em ilha na reserva natural da Lagoa de Términasç, uma paisagem em quase tudo identica ao Pantanal brasileiro. Nao optamos por um dos restaurantes que ofereciam carne de crocodilo na beira da estrada apenas porque começou uma chuva miudinha que teimava em nos perseguir.



A chuva miudinha rápidamente se transformou em tempestade tropical, e daí a ventos quase ciclónicos foi uma questao de minutos. A melancolica costa do golfo Mexicano mostrou as suas regras e só nos restou optar por nos refugiarmos, direccionando a nossa rota para o interior.



A planicie interminavel do Yucatan dá agora lugar âs primeiras montanhas, a vegetação cresce em tamanho e exuberancia e chuva teima em nao nos deixar em paz. Subimos, subimos muito, a estrada serpenteia por vales estreitos, gargantas profundas escavadas ao longo de milénios pelo mesmo rio que continua a rugir violentamente no fundo do vale. De quando em quando uma pequena vila Maya, aqui não há turistas, näo há lojas de artesanato nem cafesinhos de beira de estrada, estamos no México profundo, no México puro que cada vez mais nos encanta.



Este mesmo México presenteou-nos com uma chuva que nos acompanhou hoje durante todo o dia. Estamos agora numa aldeia perdida no meio da selva dos Chiapas Mexicanos, coraçao do movimento Zapatista encaixado no meio de montanhas enormes forradas por densa floresta.



A chuva intensa apanhou alguns viajantes desprevenidos, o Romero já comprou um casaco quentinho e o seu livro de mergulho afogou-se permaturamente no seu saco nao impermeavel juntamente com toda a sua roupa seca. O Joao Rodrigues comprou umas galochas para substituir as suas botas encharcadas e Fernando é definitivamente o nosso representante junto dos controles militares e policiais, é sempre a ele que mandam parar.



Amanha espera-nos uma exploraçao por um canyon com um quilometros de profundidade, uma visita â preservada San Cristobal de las Casas e uma pernoita numa Hacienda Museu que já alojou a famosa Frida Kalo.

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