Balanço da Xplore Tour México

11/28/2009 / 10:54 / comentarios (0)



A Xplor Tour ao México não poderia ter corrido melhor, reconhecemos as rotas principais, descobrimos recantos maravilhosos e abrimos o caminho para um destino que tem tudo para receber viagens de moto inesquecíveis.



O nosso parceiro local possui uma frota de motos novas e prontas para explorar toda a região, não só no México mas em toda a América Central.



Por isso estamos já a preparar a Maya Xpedition, uma viagem que percorre o caminho Mayas cruzando os 3 países onde esta fantástica civilização deixou os seus mais impressionantes vestígios, Guatemala, Belize e península de Yucatan.



Na rota a vermelho podem ver a rota reconhecida na Xplore tour que decorreu ao longo de 10 dias no inicio deste mês, a verde a rota que pretendemos acrescentar na Xpedition que vamos realizar ao longo de duas semanas em Fevereiro/Março de 2010.



Esta será a primeira Xpedition MotoXplorers, uma viagem de exploração em autonomia durante 16 dias, para a qual a MotoXplorers aceita candidaturas de viajantes experientes que gostem de viagens em autonomia total.



Na próxima quinta feira dia 3 de Dezembro vamos concluir esta Xplor Tour com uma apresentação das melhores imagens da viagem no auditório da Adventure Store MotoXplorers. Vamos aproveitar ainda para apresentar o calendário de eventos e viagens de 2010, apareça!


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Hasta la vista Yucatan

11/17/2009 / 21:42 / comentarios (0)



Viajar de moto no México é bom. Sente-se aquela tranquilidade tropical, uma calma que se respira por toda a península de Yucatan.



Toda a região está rendada por excelentes estradas que nos levam rápida e seguramente a percorrer toda a peninsula.



A gasolina é barata, menos de metade do que custa em Portugal e por todo o lado existem pequenos restaurantes e "taquerias" que garantem sempre paragens saborosas.



Os condutores são bem mais calmos do que prevíamos, fazem sinais, deixam passar e cumprem rigorosamente os limites de velocidade, ao principio é estranho, agora já entrámos no ritmo





Mesmo as cidades são agradáveis, todas tem a sua praça principal, normalmente onde fica a igreja matriz e os palacetes coloniais, ao fim de tarde enchem-se com gente colorida e simpática.



A matricula da moto é dos Estados Unidos e talvez por isso somos muitas vezes interpolados para saber donde vimos, à quanto tempo andamos na estrada.



Assim nesse ritmo calmo cumprimos os últimos 400 quilómetros desta viagem, parando em pequenas tasquinhas ou restaurantes de beira de estrada.



Pela primeira vez vez rodámos de noite, a via rápida que nos leva de volta ao hotel é iluminada e já nossa conhecida por isso não temos pressa, aproveitamos o ultimo dia de viagem até ao fim.



Na verdade não é o ultimo dia, ainda temos um dia inteiro de descanso antes de embarcar no voo que nos levará a casa, mas vai ser passado no hotel e esse não conta como viagem.



Esta foi a primeira vez que nos hospedámos num hotel "all inclusive" onde uma pulseira colorida nos paga todas as despesas. Confesso que sempre achei o conceito resort uma não viagem, algo que não nos permite sentir verdadeiramente o pais que estamos a visitar.



Decididamente perdi o preconceito que tinha relativamente este tipo de viagens em pacote, sem duvida que podem ser a solução mais adequada para alguns destinos, e são sem sombra de duvida o poiso ideal para começar e terminar uma viagem em autonomia.



Tudo depende da nossa postura a viajar, ou seguimos as regras e ficamos nas resorts a torrar e a fazer excursões em rebanho, ou definimos as nossas próprias regras e descobrimos locais como o restaurante do Pedro e as suas deliciosas lagostas em Mahahual.



Neste ultimo dia aproveitei o que podia no hotel, logo cedo fiz 2 mergulhos num recife na ilha de Cozumel, o resto do dia passei a velejar com um pequeno catamaran, ambas actividades incluídas na minha magnifica pulseira verde alface.



O voo de regresso a Madrid correu bem, já o de Madrid para Lisboa foi algo complicado, as companhias low cost não gostam muito de motociclistas, insistem que só podemos levar um volume na cabine e que o capacete tem de ir na mala, com um bocadinho de imaginação conseguimos calar a assistente de bordo.

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De volta ao Caribe

11/15/2009 / 17:45 / comentarios (0)



Um telefonema para a companhia aérea revelou o que já temia, a alteração que tinha pedido não foi aceite, consegui mais 2 dias mas queria mais, isto aqui tem muito para ver e 11 dias é pouco tempo...



O mais a Sul que conseguimos ir foi a Calakmul, bem embrenhados na reserva da Biosfera com o mesmo nome, que a escassos 30 quilómetros daqui se passa a chamar reserva de la Biosfera Maya e pertence já à Guatemala...



Se tivéssemos mais uma semana tinhamos planos de descer até à região montanhosa de Palenque, atravessar parte da Guatemala e voltar a subir pelo Belize e pela costa do caribe, paciência... fica para a próxima que não há-de demorar muito. Seja como for Calakmul valeu muito a visita, para alem das fantásticas ruínas



ficámos alojados no tal projecto de turismo sustentável sobre o qual tinha lido, ficar numa pequena aldeia indigena é sempre uma experiência interessante, alem disso contribuímos directamente para a população local



A falta de tempo obrigou-nos então a atalhar e voltar directamente para a costa, em Chetumal tivemos um cheirinho de Belize, mas foi mesmo só um cheirinho



As cidades fronteiriças são sempre demasiado misturadas para sentirmos as diferenças, decidimos por isso sair da cidade e no regresso para norte explorar bem a costa longe das Mecas turísticas da Riviera Maya



Conseguimos, descobrimos dezenas de quilómetros de praias idílicas só para nós, melhor que isso só mesmo o restaurante do Pedro em Mahahual que serve uma lagosta acabada de pescar por um preço absurdo



O Pedro é de uma simpatia contagiante, era taxista em Cancun mas fartou-se da confusão e comprou um pedaço de terreno onde tem vindo a construir pequenas palapas de frente para o mar. O Pedro é tão encantador que não conseguimos arredar pé, levou-nos a fazer apneia nos recifes em frente e tivemos de retribuir ficando essa noite numa das suas cabanas...



A decisão vai tornar o nosso dia amanhã mais cansativo, são 400 quilómetros até ao nosso hotel e as estradas desta região não permitem grandes velocidades



A minha pendura tem aguentado bem a viagem, apesar de algo cansada ao fim do dia, tem sentido-se compensada pelo incríveis lugares que temos visitado e tem me surpreendido pela facilidade com que tem aceitado fazer estradas absolutamente desertas



Amanha seguimos para o ultimo dia de viagem, vai ser difícil terminar, esta região do planeta é soberba, reúne selva tropical com arqueologia, praias de sonho com gente simpática, um dia somos como a Lara Croft, no outro o Robinson Crosué, amanhã voltamos a ser turistas de pacote...

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Mosquitos

11/13/2009 / 22:07 / comentarios (0)



São provavelmente a principal razão porque existem tantas cidades Mayas abandonadas por toda a península de Yucatan.



São milhares, milhões, biliões de mosquitos por todo o lado, na costa a coisa passa mais despercebida, só mesmo ao principio e fim do dia marcam presença, mas quando avançamos para o interior eles são Reis e senhores de todas as sombras.



Um frasco de repelente consegue durar 3 dias no máximo mas mesmo barrado com repelente quando paramos numa pista, algures no interior de uma qualquer floresta, é difícil ter algum conforto para poder fotografar com alguma calma as magnificas paisagens que temos visto.



Praticamente em todas as antigas cidades Mayas que visitamos ouvimos o guia dizer que a cidade foi abandonada algures e não se sabe ao certo porquê, na minha opinião a razão não poderia ser mais óbvia; mosquitos!! Por isso eles emigraram para a costa onde há menos, e quando os há, vale tudo para os combater, até dentadas...



Voltando à viagem, começamos o dia com uma visita a Ek'Balam, outro tesouro Maya, este é famoso pelas suas esculturas enormes extraordinariamente preservadas e pelo túmulo ricamente decorado de um dos mais importantes reis Mayas.



Seguimos então pela Ruta Puuc, uma sequência de locais arqueológicos que nos leva a outra das pérolas Mayas desta terra, Uxmal. As pistas são estranhamente fáceis, os mexicanos utilizam uma espécie de cascalho branco para forrar tudo o que é estrada sem asfalto no meio da floresta,



calculo que seja para impedir a lama criada pela quantidade de água que esta região recebe, o certo é que já encontrámos este tipo de piso em todas as pistas que já fizemos.



Pelo caminho encontrámos vários "cenotes" grutas inundadas de agua doce absurdamente transparente que corre por rios subterrâneos ao longo de todos os cantos da península. Escolhemos um e decidi-mo-nos refrescar,



aqui tudo se paga, os indígenas exploram todas as potenciais atracções e este mergulho não foi excepção, 10 pesos (aprox 60 centimos) foi o que nos pediu o feroz guardião maya que nos alugou a sua piscina natural particular.



A noite cai cedo por estas latitudes e já com o sol a querer ir embora chegámos à reserva da Biosfera de Calakmul



Já escolhemos o local para dormir, chama-se Rio Bec e fica a 8 quilómetros de Xpujil onde viemos encontrar internet, são 7 da tarde e é noite escura, o GPS diz que estamos a cerca de 70 kms da Guatemala e pouco mais de 80 do Belize,



amanhã vamos ver as famosas ruínas de Calakmul e tentar descobrir se a pista que nos leva lá tem continuação para sul...

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O verdadeiro México

11/11/2009 / 04:08 / comentarios (1)


Basta escolher uma rota mais afastada do circuito turístico para entrarmos no verdadeiro México. Hoje saímos definitivamente da rota de massas e escolhemos estradas muito secundárias para chegar a Chichen Itza, uma das novas 7 maravilhas do mundo. A opção compensou, chegamos mais uma vez ao nosso destino do dia 3 horas antes do por do sol, a altura ideal para fotografar... tanto por causa da luz bonita, como pela ausencia de resmas de figurantes barulhentos... Chichen Itza estava magnifica e praticamente só para nós.


Ontem ficámos numa pequena cabana a 4 metros da água do Caribe,


hoje vamos ficar numa verdadeira "hacienda" com mais de 2 séculos perto de Valladolid no caminho para Mérida,


amanha se tudo continuar a correr conforme planeado devemos dormir numa pequena aldeia chamada Calakmul algures no meio das florestas que fazem fronteira com a Guatemala. Em Calakmul existe um projecto de turismo sustentável idêntico aos que já conhecemos no Senegal e na Gâmbia, uma aldeia indígena recebe visitantes que com a sua estadia contribuem directamente para o povo que os recebe, esta ainda por cima esta colada a um dos nucleos arqueologicos menos explorados de Yucatán.


Hoje já estamos completamente familiarizados com a DR 650 do Oscar.


O Oscar é o parceiro MotoXplorers no México. Possui uma frota de F650 e DR650 novas que vão ser utilizadas pela Motoxplorers nas viagens que vamos organizar pela América Central.


As nossas suspeitas tinham todo o fundamento, Oscar é uma simpática figura, extraordináriamente prestável e apaixonado por motos e viagens. Para já estamos a pensar numa Xplore Tour de uma semana entre 26 de Dezembro e 3 de Janeiro, uma passagem de ano diferente nesta mesma rota que estou a reconhecer agora... se está com vontade de vir faça a sua pré inscriçao o quanto antes, só temos 4 vagas disponíveis.


Nao há portanto tempo a perder, amanha vamos para sul ao longo da costa do golfo do México até as profundesas da selva tropical de Palenque onde é provável que não consiga acesso à internet, depois... bom depois logo se vê, estou à espera de uma resposta da companhia aérea para uma pequena alteraçao no meu regresso...

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